segunda-feira, 11 de março de 2013

Os vários constituintes da célula:
As células são constituídas por elementos químicos tais como: oxigénio, carbono, hidrogénio, azoto, fósforo e enxofre e representam aproximadamente 99% do seu peso, a grande fatia desta percentagem pertence ao oxigénio com 65%, seguido do carbono com 18%, o hidrogénio com 10% e o azoto 3%. No entanto não se deverão ignorar elementos químicos como o sódio, o magnésio, o cálcio, o potássio, o ferro, o cloro, o iodo, o bromo e o zinco que embora presentes em pequenas quantidades nas células ocupam 4% desempenhando funções igualmente importantes.
A unidade biológica da célula não se limita às características estruturais e funcionais; ela revela-se também a nível molecular. Os seres vivos são formados por células que, por sua vez, são organizados a partir de substâncias químicas determinadas. É possível agrupar os constituintes químicos de uma célula em dois conjuntos: compostos inorgânicos e compostos orgânicos.
A água é um composto inorgânico que actua como meio de difusão de substâncias intervindo em reacções de hidrólise, actua também na manutenção do equilíbrio osmótico dos organismos em relação ao meio ambiente, tem a capacidade de agir como regulador térmico não permitindo variações bruscas de temperaturas. É a substancia química mais abundante na natureza e nos seres vivos e por isso participa em todos os processos vitais, toma parte nas reacções celulares, serve como solvente e como veiculo de transporte de materiais no interior dos organismos vivos.
Outro dos compostos inorgânicos presentes nas células são os sais minerais, estas substanciais além de actuarem na fotossíntese transportam gazes e actuam no equilíbrio da água no organismo.

A matéria viva contém quatro tipos básicos de substâncias orgânicas: proteínas, glícidos, lípidos, e ácidos nucleicos, todas elas são formadas por conjuntos (polímeros) de unidades estruturais, respectivamente, aminoácidos, monossacarídeos, ácidos gordos, glicerol e nucleótidos.
Ø  As proteínas são macromoléculas de acentuado peso molecular, nos seres vivos são vitais no desempenho de funções motoras, de transporte, hormonais, estruturais e imunológicas. Existem dois tipos de proteínas as compostas e as proteínas simples, as proteínas compostas fornecem por hidrólise aminoácidos e prostéticos, as proteínas simples, por hidrólise, libertam aminoácidos.
Ø  Os glícidos são compostos orgânicos à base de hidrogénio, oxigénio e carbono que tem como finalidade disponibilizar energia, são responsáveis pela rigidez dos tecidos, são concebidos pelas células vegetais através da quimiossíntese e da fotossíntese. Podem ser classificados em três tipos: monossacarídeos ou oses (açucares que não sofrem hidrólise), oligossacarídeos (quando hidrolisados podem fornecer oses) e polissacarídeos (por hidrólise fornecem um grande numero de oses).
Ø  Os lípidos são compostos que por hidrólise produzem ácidos gordos e outras substâncias, possuem características comuns a sua insolubilidade em água e a sua solubilidade em solventes orgânicos, podem ser complexos, esteróides ou simples, os lípidos complexos são ácidos gordos e álcoois, os lípidos simples por hidrólise produzem ácidos gordos e álcoois, os esteróides são formados por álcoois de cadeia longa e ácidos gordos.
Ø  Os ácidos nucleicos são da maior importância, já que têm como funções o controlo da actividade celular, a síntese proteica e o suporte da informação hereditária, garantindo, assim, a transmissão das características e a perpetuação das espécies. Existem dois tipos de ácidos diferentes o ADN e o ARN, estes dois ácidos, que constituem a básica química da hereditariedade, podem ser encontrados em todos os seres vivos.

Estes quatro compostos orgânicos encontram-se distribuídos da seguinte forma: proteínas 10%; glícidos 0,4%; lípidos 2% e ácidos nucleicos 1,1%.

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